“As marcações usadas para rastrear pinguins podem estar a matar as aves, segundo um estudo realizado por cientistas franceses. Anéis de aço foram instalados em torno das pernas e nadadeiras dos pinguins na última década, para monitorar os números da população. Porém, um estudo de 10 anos entre os pinguins-reis marcados apresentou taxas de sobrevivência de 44% mais baixas do que os não marcados.
A taxa de natalidade entre as aves também foi afetada, segundo o estudo. Pinguins marcados tiveram 41% menos filhotes que os que não tinham marcação, produzindo 47 filhotes em relação aos 80 dos não marcados.
O estudo francês, publicado na revista Nature, acredita que os anéis, feitos em aço ou alumínio ou aço inoxidável, aumentem a resistência dos pinguins ao nadar, fazendo-os trabalhar mais. O autor Yvon Le Maho, da Universidade de Estrasburgo, na França, afirmou que os pinguins marcados se mostravam abatidos, parecendo mais velhos do que sua idade real.
Foram acompanhados cerca de 50 pinguins adultos marcados e 50 não marcados por 10 anos, sendo estes rastreados com transponders sob a pele. Aproximadamente 36% das aves sem anéis de aço sobreviveu por 10 anos, contra apenas 20% dos pinguins marcados. Estes animais vivem geralmente por cerca de 20 anos, embora os pinguins-rei, um dos maiores (com aproximadamente 90 cm de altura), possam viver mais tempo.”
In Redação Terra
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